
A família de Jéssica Glaciele de Assis, de 39 anos, moradora de Apucarana, no Norte do Paraná, questiona o atendimento médico recebido antes de sua morte, ocorrida na terça-feira (24). Segundo o esposo, André Baganha, pode ter havido demora na realização de exames que ajudariam a identificar a gravidade do quadro.
De acordo com André, o casal procurou atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) nos dias 18, 19 e 20 de fevereiro. Na ocasião, foram prescritos medicamentos via oral, porém Jéssica apresentava dificuldade para engolir. Ele relata que, durante as idas à unidade, ela passou por triagens, mas exames laboratoriais não teriam sido realizados de imediato. A paciente permaneceu medicada para dor enquanto aguardava avaliação.
O encaminhamento ao Hospital da Providência ocorreu após uma médica levantar a suspeita de que o caso não se tratava apenas de uma dor de garganta. Já no hospital, houve solicitação de tomografia para investigar a infecção, mas o exame só foi realizado no sábado (21).
Após o resultado, o quadro foi considerado grave e houve pedido de transferência para o Hospital Universitário (HU) de Londrina. Jéssica deu entrada na unidade por volta das 0h30 e passou por uma cirurgia no mesmo dia, procedimento que durou cerca de sete horas. Durante a operação, foi realizada drenagem de infecção na região torácica.
Ela permaneceu internada na UTI, mas não resistiu e faleceu na terça-feira (24). Há suspeita de que uma infecção dentária possa ter sido a origem do problema.
A família afirma que pretende buscar esclarecimentos sobre o atendimento prestado







